“ESTRATÉGIAS E DIRETRIZES PARA CONSTRUÇÃO CONCEITUAL E MATERIAL DO CENTRO DE MEMÓRIA URBANA DE VOLTA REDONDA. Uma contribuição acadêmico-científica do Curso de Arquitetura e Urbanismo do UGB-FERP”
Apresentam-se aqui os Resultados (textos e Reflexões) do IV SEMINÁRIO DA MEMÓRIA, ocorrido em 29 de novembro de 2025.
Os Seminários da Memória tratam de divulgar e refletir, a cada ano, as pesquisas realizadas dentro do âmbito da PLATAFORMA e tiveram como temas, na sequência cronológica: Seminário I – Setembro de 2023 – A história e a memória, material e imaterial, da Cidade de Volta Redonda – Reflexões Urbanística e Ambientais e Apropriação e Pertencimento Social; Seminário II – Novembro de 2023 – As pesquisas acadêmicas e não acadêmicas sobre Volta Redonda – Produção Arquitetônica e o Impacto da Cultura Industrial na produção da Cidade; Seminário III – Novembro de 2024 – A Memória Urbana da Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, sob diferentes aspectos de análise (Arquitetura, Urbanismo, Paisagem, Representações Sociais, Registros de Memória).
No ano de 2025, a atenção foi voltada ao campo institucional de nossa região, para que possamos recolher proposições e parcerias para a montagem, conceitual e efetiva, do que intitulamos CENTRO DE MEMÓRIA URBANA DE VOLTA REDONDA, estrutura debatida pela pesquisa em desenvolvimento, ao longo desses últimos meses. A ideia é apresentar as bases que nos nortearam para propor esse equipamento público em Volta Redonda e abrir o debate sobre a possibilidade real de sua efetivação (dimensionamento, composição material e humana, financiamentos, programas e projetos, parcerias).
Muito já falamos e sabemos, no âmbito acadêmico, sobre a importância de Volta Redonda para a História do Urbanismo no Brasil, sendo ela a grande cidade industrial, inspirada na Cité Industrielle de Tony Garnier e aos moldes das company towns americanas, planejada para receber a indústria de base e funcionar como símbolo da modernização espacial e social, a partir da lógica da industrialização. Entretanto, consideramos que essa importância deveria ganhar maior visibilidade local, regional e nacional, tendo em vista o pouco conhecimento desse aspecto que tem ficado restrito às instâncias acadêmicas.
Um Centro de Memória Urbana, deve recortar lugares de memória relacionados à constituição do espaço urbano. No caso de Volta Redonda, isso se intensifica a partir da instauração da Companhia Siderúrgica Nacional. Assim, a ocupação urbana de seu território, na longa duração e a partir do Projeto de Attílio Correa Lima – Infraestrutura, espaços livres públicos, edificações, paisagem -, somada a imaterialidade das relações humanas que se dão por meio desse repertório, são os interesses focais do Centro a ser constituído, tanto para saber mais quanto para que mais pessoas saibam sobre o assunto, amplificando a sua importância.
Nesse sentido, pensamos em reunir aqui a experiência técnica mais expressiva de nossa região, relacionada ao assunto, para somar forças a nossa proposição e esperamos contribuir sempre, institucionalmente, por meio da PLATAFORMA MEMÓRIA VIVA VR, com informações, dados, debates, reflexões e ações, nesse trabalho coletivo de Preservação do Patrimônio Cultural de Volta Redonda e de toda a Região Sul Fluminense, em grande medida, ancorado em sua arquitetura e em seus espaços urbanos.
A programação, conta com a apresentação da proposição pelos Pesquisadores da Memória, seguida da fala dos Debatedores, considerados aqui como colaboradores na elaboração da proposta que pretendemos encaminhar às diversas autoridades e dirigentes municipais, que entendemos que possam ser os articuladores e gestores da implantação efetiva do Centro de Memória Urbana, em Volta Redonda. Esperamos uma manhã produtiva e de muito aprendizado, pessoal.
PESQUISADORES DA MEMÓRIA
(https://plataformavivavr.ugb.edu.br/); @memoriavivavr
PUBLICAÇÕES:

DEBATEDORES CONVIDADOS, REUNIDOS EM DEBATE COM OS PESQUISADORES E AUDIÊNCIA DO IV SEMINÁRIO DA MEMÓRIA. Da esquerda para direita: Giane Carvalho (FCSN); Ana Paula Poll (CEMESF UFF); Annibal Magalhães(INEPAC); Anderson de Souza (Secretário Municipal de Cultura); Débora Cândido (Departamento de Turismo da SMDET); Julio Dias (IGH UGB); Abimailton Pratti (IPPU VR); Tatiane Telemos (AEVR); Wiliam Gomez (CAU RJ).
PLANO DE MÍDIA – ACERVO DA PESQUISA
Campanha de Divulgação diária do IV Seminário da Memória nas Redes Sociais.



NO SITE DO UGB
Curso de Arquitetura e Urbanismo promove o IV Seminário da Memória
04 de dezembro de 2025
Por: Sidcley Porto
No último dia 29 de novembro, o curso de Arquitetura e Urbanismo, por meio de sua PLATAFORMA VIVA VR (@memoriavivavr), projeto científico-acadêmico financiado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão (PROPPEX), realizou no campus Volta Redonda o IV Seminário da Memória. Nesta edição, o foco esteve voltado ao campo institucional da região, com o objetivo de reunir proposições e estabelecer parcerias para a montagem, conceitual e efetiva, do que se intitula Centro de Memória Urbana de Volta Redonda, estrutura debatida ao longo dos últimos meses no âmbito da pesquisa em desenvolvimento.
De acordo com os organizadores, a proposta foi apresentar as bases que nortearam a equipe de pesquisadores na criação desse equipamento público e abrir o debate sobre a possibilidade real de sua implantação — incluindo dimensionamento, composição material e humana, financiamentos, programas, projetos e parcerias.
Nesse sentido, buscou-se reunir a experiência técnica mais expressiva da região, relacionada ao tema, no intuito de somar forças à iniciativa. A expectativa é contribuir de forma permanente, institucionalmente, por meio da PLATAFORMA MEMÓRIA VIVA VR, oferecendo informações, dados, debates, reflexões e ações no trabalho coletivo de preservação do patrimônio cultural de Volta Redonda e de toda a Região Sul Fluminense, sobretudo em seus aspectos arquitetônicos e urbanos.
A programação contou com a apresentação da proposta pelos Pesquisadores da Memória, seguida da fala dos debatedores, considerados colaboradores na elaboração do documento que será encaminhado às autoridades e dirigentes municipais — potenciais articuladores e gestores da implantação efetiva do Centro de Memória Urbana de Volta Redonda.
Após a apresentação conceitual da proposta para 2025, foram convocados os alunos pesquisadores para discorrerem sobre os princípios de implantação de um equipamento público e colaborativo, como o sugerido. Em seguida, formou-se a Mesa 01, mediada pela professora Andréa Auad, que reuniu representantes das instituições estaduais mais relevantes para o tema do seminário: Annibal Magalhães (Instituto Estadual do Patrimônio – INEPAC), Ana Paula Poll (Centro de Memória do Sul Fluminense – CEMESF/UFF), Wiliam Gomez (Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU/RJ) e Gianne Carvalho (Fundação Cultural da Companhia Siderúrgica Nacional – FCSN).
“É um orgulho contar com essa participação. Acreditamos estar em uma região potente, econômica e culturalmente, e observamos diversas demonstrações dessa força nos últimos anos, relacionando desenvolvimento à cultura dos lugares do nosso Vale. Volta Redonda é peça fundamental nesse processo. Os participantes refletiram sobre caminhos possíveis e sobre a contribuição institucional necessária para a realização da proposta”, enfatizou a professora Andréa Auad.
DEBATES
A segunda mesa, mediada pelo professor Lincoln Botelho da Cunha, reuniu as instituições municipais mais relevantes envolvidas com o tema. Participaram como debatedores Anderson de Souza, secretário municipal de Cultura; Débora Cândido, coordenadora do Departamento de Turismo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo; Abimailton Pratti, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Volta Redonda (IPPU-VR); Tatiane Telemos, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Volta Redonda (AAEVR); e Júlio Dias, diretor do Instituto de Gestão e Humanidades do UGB-FERP. O grupo discutiu desafios institucionais e possíveis parcerias para viabilização do projeto.
Encerradas as exposições, todos os debatedores foram reunidos à mesa, abrindo espaço para a participação do público presente. As contribuições coletadas serão essenciais para subsidiar a próxima etapa: a entrega do Caderno Memória, contendo toda a pesquisa desenvolvida, às autoridades municipais, como base para a possível implantação do Centro de Memória Urbana de Volta Redonda.
Segundo Andréa Auad, o Seminário cumpriu plenamente sua função: além de promover uma agenda rica e participativa, reuniu esforços e energias para refletir sobre as possibilidades de realizar, de forma conjunta e colaborativa, um equipamento de referência para o registro das memórias e histórias desse território fundamental para a urbanização no Brasil.
O evento contou ainda com a participação dos seguintes alunos pesquisadores colaboradores: os arquitetos egressos João Lucas Paschoal Marques de Souza e Marianne de Oliveira Russoni; e os discentes pesquisadores do curso de Arquitetura e Urbanismo do UGB-FERP: Ana Júlia Gomide Corrêa, Ana Luíza de Lyra Maranhão Chaves, Ester de Oliveira Carvalho, Fabrício Campos dos Santos Júnior, Gabriela Tavares Cesar Cunha, Guilherme Silva Hott, Igor Barreto de Almeida, Letícia Fernandes Martins, Luís Antônio Lima Neves Júnior, Marcos Eduardo Nascimento Carvalho e Pedro Henrique Ferreira Alves.
https://www3.ugb.edu.br/noticias/curso-de-arquitetura-e-urbanismo-promove-o-iv-seminrio-da-memria
OUTRAS NOTÍCIAS:
https://www.instagram.com/p/DR2kIddD1TB/?igsh=bjYyOGZqeG10eTJ6
LINK CADERNO MEMÓRIA
https://drive.google.com/drive/folders/1fERHqMg7MO3xomhLvH6ybZH5V_iZZKbX?usp=drive_link
FOTOS DO SEMINÁRIO:
https://drive.google.com/drive/folders/1V-GnlrnIFtEq_7FybFP7r3qASoJPuljg?usp=sharin
FALA DOS DEBATEDORES SOBRE O CONTEÚDO DA PROPOSTA APRESENTADA PELOS PESQUISADORES,
POR MEIO DO CADERNO MEMÓRIA:
MESA O1 – Mediação ANDRÉA AUAD
ANNIBAL MAGALHÃES, ESCRITÓRIO REGIONAL DO INEPAC
Formado em arquitetura e urbanismo pela UGB/FERP em 1996. Possui especialização em Engenharia Sanitária e Ambiental e em Restauro e Reciclagem de Edificações. Ocupa atualmente o cargo de arquiteto assistente no Escritório Técnico do INEPAC no Médio Paraíba Fluminense. Passou pelas prefeituras de Valença e de Rio das Flores, e pelo Escritório Técnico do Iphan, sediado em Vassouras. Ainda no campo da preservação atuou no Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense e posteriormente desenvolveu, através de três editais lançados pelo governo estadual, inventários arquitetônicos voltados a uma série de construções e núcleos urbanos, com destaque para o ferroviário, situados nos municípios de Rio das Flores, Valença e em parte de Vassouras.
“Hoje sediado em Valença, o nosso escritório regional busca olhar pelo Estado, essa é a nossa missão. Trabalho na cidade de Valença, vivo com o avanço de Valença. Complexidade que vai ser da sociedade também. Como a gente vai ajudar, como arquitetos, a não demolir, recuperar? Vamos falar de preservação. Há muita atenção a essa dimensão da arquitetura. Você deve recuperar as edificações, porque gasta-se muita energia na construção.
Para o campo da preservação, a gente tem que estudar muito, estar muito preparado hoje. Tijolo maciço, pouca energia, qual é a emissão de informação dessa cidade? Em torno de Quarenta por cento a taxa de emissão da construção de um prédio, mas parece criação da memória, que vocês já acompanhavam alguma coisa da cidade, né? O escritório técnico estudou, de forma muito interessante, as antigas cidades fluminenses que existem, mais as da Baia de Guanabara, tais como Porto Iguaçu, antiga Nova Iguaçu. Desde 1977–89, recebemos projetos executivos que recuperam, integram cadeiras, equipamentos, a Estação de Barra Mansa, a Casa Macedo Miranda e a ponte de Resende, a Maria fumaça do Rio Preto. É preciso mobilizar a sociedade, mesmo fazendo a partir da mídias digitais.”
WILLIAM GOMEZ – CONSELHEIRO CAU-RJ
Arquiteto e Urbanista formado pela Universidade Geraldo Di Biase (UGB) em 2004, iniciou sua trajetória profissional em 2002, atuando no desenvolvimento de projetos e obras industriais em diferentes empresas de consultoria e engenharia. Em 2009, por meio da Wiliam Gomez Arquitetura de Resultados, ampliou sua atuação para projetos e obras residenciais, comerciais e corporativas, consolidando experiência diversificada no setor. Possui especializações diversas e Desde 2012, desenvolve carreira acadêmica como professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Geraldo Di Biase. Em 2025, foi contratado como Consultor da UNESCO, atuando em projetos voltados a obras de patrimônio histórico.
“A prefeitura ainda não possui mecanismos estruturados para lidar com a preservação do patrimônio histórico e industrial da cidade, e muitos processos se perderam com o tempo. Recentemente, conseguimos intervir em um projeto de descaracterização que ameaçava a memória arquitetônica de Volta Redonda, especialmente obras do arquiteto Selso dal Belo, preservando parte da igreja histórica. Um grande desafio é que a cidade vai se transformando, e não há um órgão ou instituição principal para discutir essas mudanças. É uma pena, por exemplo, perder elementos históricos como as pérgulas portuguesas da 33, que representam a memória urbana da cidade. O tombamento de patrimônios industriais ainda é um processo relativamente novo e precisamos criar mecanismos para preservar a memória viva. É fundamental envolver os alunos e a população nesse processo de conscientização histórica, pois Volta Redonda não possui ruas ou praças que homenageiem o arquiteto ou contem sua história. Volta Redonda também faz parte do Vale do Café e possui uma história pré-industrial que está se perdendo rapidamente, muito mais que a fase industrial, com a destruição de casas-sede de fazendas e outros patrimônios históricos. Aprendemos, inclusive com experiências em Vassouras, que qualquer cidadão pode solicitar o tombamento de um bem histórico, mesmo sem uma instituição específica. Isso mostra que é possível capacitar os alunos a desenvolverem projetos que fundamentem tombamentos e preservem a memória da cidade. Atualmente, estamos discutindo a criação de uma comissão temporária de patrimônio e esperamos que a prefeitura crie um departamento específico para institucionalizar essas ações. Também é importante formalizar projetos para conseguir apoio de recursos públicos ou privados, como patrocínios para eventos, publicações e registros históricos. Por fim, é essencial construir parcerias com instituições e envolver a sociedade civil para fortalecer a memória coletiva, garantindo que Volta Redonda preserve sua história e cultura para as futuras gerações.”
ANA PAULA POLL – CEMESF UFF
Professora de Antropologia da Universidade Federal Fluminense, coordena o Centro de Memória do Sul Fluminense – Genival Luiz da Silva. Integra a equipe do Museu do Trabalho e dos Direitos Humanos da UFF, em Barra Mansa.
“Durante a discussão, ficou clara a necessidade de transformar a memória em projetos concretos e políticas públicas. O CEMESF UFF, assim como o futuro Centro de Memória Urbana de Volta Redonda, enfrenta o desafio de tornar a memória coletiva um direito efetivo, visível e preservado.
O CEMESF, no âmbito do trabalho de direitos humanos, sobrevive com apoio de parceiros que destinam recursos para manutenção, criação e exposições. Porém, a ausência de políticas públicas para a memória ainda é um grande desafio. Para avançar, é essencial que jovens e sociedade civil se engajem, garantindo visibilidade e recursos para a preservação da memória.
Parcerias formais com universidades ajudam a criar mecanismos de preservação, como bolsas científicas e projetos de documentação. O Centro de Memória Urbana acolhe acervos de pessoas da região e organiza pesquisas, especialmente sobre aqueles que foram silenciados ou invisibilizados pela história.
O centro é democrático, aberto e plural, garantindo visibilidade a diferentes grupos e narrativas. A memória deve ser preservada de forma coletiva e diversa, contribuindo para que a violência do passado não se repita e para evitar o apagamento de histórias importantes. Trabalhar a memória como um território vivo é desafiador, pois muitas vezes pensamos o espaço urbano como privado, e não como comunitário e compartilhado. A paisagem urbana deve ser compreendida como um espaço comum, que guarda a memória do passado, constrói o presente e influencia o futuro.
Portanto, fomentar a participação da juventude e da sociedade civil é fundamental para a criação e manutenção de centros de memória vivos, pressionando e sustentando políticas públicas voltadas à preservação da memória coletiva.”
GIANNE CARVALHO
Representante da Fundação CSN. Possui graduação em Artes Visuais – UBM ( 2005), especialização em Ensino da Arte: Estética Moderna e Contemporânea – UBM (2007). Atua como professora de Artes no Colégio Interativo (Fundamental II e Ensino Médio) e como coordenadora/curadora do Centro Cultural Fundação CSN. Membro do Conselho Municipal de Cultura, Turismo e Pessoa Idosa.
“Trabalhamos na criação do projeto Arigó, juntando a Fundação CSN e a Secretaria de Cultura, fortalecendo a memória urbana da cidade e valorizando artistas locais. Um exemplo é o Beco do Arigó, próximo aos Correios do Manuel Marinho, espaço de formação e difusão artística que celebra os trabalhadores que contribuíram para Volta Redonda. Este centro cultural não é apenas um lugar para guardar documentos ou fotos; é uma memória viva, que se constrói por meio da formação, da divulgação e da interação comunitária. Avançamos quando trabalhamos coletivamente, mostrando, ensinando e adotando práticas que envolvem toda a comunidade. O projeto funciona dentro de uma lei de incentivo federal, permitindo a execução trienal, manutenção inicial do espaço e adaptação às demandas futuras. Além disso, contamos com o ICMS e a equipe de Letícia Costa e Luciano Natural, trabalhando para tornar o espaço mais interativo e tecnologicamente avançado. A Secretaria de Turismo, por meio da Débora, também tem apoiado na movimentação e manutenção dos projetos junto ao público. Sabemos que financiar projetos é desafiador e exige planejamento e comprovações rigorosas. A Fundação atua como uma ponta de uma rede de instituições que lutam por causas semelhantes. Este seminário reforça a importância dessa rede e do trabalho colaborativo. Somos parceiros e estamos à disposição para apoiar a organização, execução e fortalecimento desses projetos, aproveitando a experiência da Fundação em iniciativas desse tipo.”
MESA O2 – Mediação LINCOLN BOTELHO DA CUNHA
ANDERSON DE SOUZA – SECRETÁRIO MUNICIPAL DE CULTURA
Artista Visual, produtor cultural
“Este é o primeiro ano da gestão, e no plano de governo está prevista a criação de um centro de memória, reconhecendo sua importância para uma cidade jovem, de 71 anos, com forte participação da sociedade civil em políticas culturais. O centro de memória terá múltiplas funções: preservação do patrimônio material e imaterial, digitalização, exposições, publicações e atividades educativas e culturais. Será estruturado de forma colaborativa, envolvendo sociedade civil, instituições de ensino e poder público, garantindo sustentabilidade e continuidade ao longo do tempo. A Secretaria de Cultura, que deixou de ser apenas uma secretaria de eventos, já destina recursos específicos para a preservação do patrimônio, e em 2026 serão disponibilizados cerca de R$ 90.000,00 para projetos da sociedade civil voltados à memória e cultura. Projetos como “Justo pela Cultura” fortalecem a identidade local, valorizando artes visuais, literatura, artesanato e a história dos operários que contribuíram para a construção da CSN e da cidade. O Dia do Arigó, celebrado em 5 de abril, é um exemplo de preservação dessa memória. O centro será mais do que um espaço de armazenamento de documentos: será um equipamento acessível à população, que promove consulta, pesquisa, educação e valorização da memória coletiva. Parabenizo Andrea, toda a equipe de Arquitetura da UGB e os alunos presentes. Este projeto é fundamental para o crescimento cultural e histórico de Volta Redonda.”
DÉBORA R.C.CÂNDIDO – SMDET – Departamento de Turismo
Mestra em Tecnologia Ambiental (UFF), com graduação em Turismo e Pedagogia. Especialista em Gestão e Implementação de EaD e em Ciências Humanas. Possui 20 anos de experiência em Educação (EaD e presencial), atuando como docente, coordenadora e desenvolvedora de conteúdo em instituições como UFRRJ, Rede E-Tec Brasil, Consórcio CEDERJ, UniFOA, UBM e SESC. Atualmente, é Diretora de Turismo da Prefeitura de Volta Redonda, integrando o Conselho Municipal de Turismo e a Instância de Governança Regional do Vale do Café.
“Minha pasta, de Desenvolvimento Econômico e Turismo, atua com foco em inovação, turismo e desenvolvimento da cidade. Buscamos integrar projetos que valorizem a identidade e memória local. Um exemplo é o projeto Turismo VR, que utiliza uma van com guias e motorista para levar moradores e visitantes a conhecerem os aspectos históricos e culturais de Volta Redonda. Desde 2019, contamos a história da cidade, envolvendo escolas, público geral e parceiros institucionais. Criamos também o Marco zero, ponto simbólico na Praça Santo Antônio, com eventos culturais e artesanato que valorizam a memória e identidade da cidade, permitindo que artesãos locais mostrem suas peças e que o público compreenda a história local. Trabalhamos na sinalização turística, tornando-a interpretativa e interativa, e desenvolvemos projetos com alunos de turismo. Também nos preocupamos com a sustentabilidade de museus e equipamentos culturais, buscando captar recursos de forma estruturada para viabilizar projetos culturais. Destaco que quanto mais detalhado e organizado for um projeto – com custos, materiais e tecnologias especificadas – mais fácil será captar recursos e executá-lo. Por fim, reforço que estamos à disposição para apoiar e colaborar com os projetos de vocês, ajudando a fortalecer a memória, cultura e identidade da cidade.”
ABIMAILTON PRATTI – DIRETOR PRESIDENTE DO IPPU VR
Natural de Volta Redonda, formado em técnico de Edificações; Bacharel em Matemática pela FUNDAÇÃO EDUCACIONAL ROSEMAR PIMENTEL; formado em Engenharia Elétrico-Eletrônica pela FACULDADE REUNIDA NUNO LISBOA- RJ. Servidor Público aposentado, ocupou os cargos de: Gerente da Divisão de Fiscalização de Obras e Gerente da Divisão de Informação da Secretaria de Planejamento. Trabalhou na estruturação da Seção de Cadastro para o Censo Imobiliário de Volta Redonda; Coordenou o trabalho para implantação do Geoprocessamento no âmbito da prefeitura. Atuou como Membro do Conselho Gestor de Desenvolvimento Urbano para elaboração do Plano Diretor Participativo de Volta Redonda ano de 2008. Como Assessor do Secretário Municipal de Planejamento, participou das equipes técnicas para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico – 2015 e do Plano Local de Habitação de Interesse Social – 2010. Atualmente ocupa o cargo de Diretor presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano – IPPU/VR.
“Para mim, é importante preservar a memória da cidade, incluindo sua história, patrimônio e grandes projetos, muitos dos quais já foram digitalizados e precisam ser acessíveis para todos. O patrimônio histórico, como casarões e a Praça Brasil, enfrenta desafios de preservação física e documental. A comissão de patrimônio material histórico, com profissionais qualificados, tem trabalhado para avaliar e conservar esses bens. Parcerias com universidades, como no caso do museu da UF, são essenciais para transformar ideias em projetos viáveis e duradouros. Projetos como o de vocês podem contribuir de forma significativa, indo além da faculdade, envolvendo sociedade civil e poder público. É importante levar essas propostas à gestão municipal, aproveitando parcerias existentes, para que se tornem realidade. Os desafios são grandes, mas, com planejamento e colaboração, é possível criar espaços como centros de memória que preservem e difundam a história de Volta Redonda, garantindo que memórias e patrimônios sejam valorizados e acessíveis à população.”
TATIANE TELEMOS – PRESIDENTE DA AAEVR
Arquiteta e Urbanista formada pela UGB/FERP em 2021, com atuação sólida na área de arquitetura residencial, comercial e de interiores. Fundadora e responsável pelo escritório Tatiane Telemos Arquitetura & Interiores, desenvolvendo projetos completos e oferecendo acompanhamento técnico de obras. Possui experiência em gestão, liderança e representação institucional no setor, atuando como Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Volta Redonda (AEVR). Além disso, possui cursos e especialização na área de Lighting Design, ampliando a qualidade técnica e estética de seus projetos através de soluções de iluminação eficientes, funcionais e sensoriais.
“Gostaria de parabenizar a todos por este projeto incrível. O caderno da Memória parece ser uma pesquisa maravilhosa, e vocês estão de parabéns! Sabemos que colocar um projeto assim em prática exige muito esforço e recursos, e por isso as parcerias são fundamentais. Como representante da EBR, uma entidade mista de engenheiros e arquitetos com 68 anos de história, coloco nossa sede e nosso acervo à disposição para contribuir com o Centro de Memória Vivo. Nossa entidade tem um acervo rico, ligado à história da CSM, e muitos associados e conselheiros que podem compartilhar suas experiências, enriquecendo ainda mais o projeto. Os editais, tanto locais quanto do CREA, acontecem anualmente, oferecendo oportunidades de financiamento para que projetos como este se tornem realidade e alcancem a comunidade. Nosso objetivo é apoiar a criação do Centro de Memória Vivo, oferecendo espaço, acervo e know-how, além de ajudar na ponte com os editais. Parabenizo novamente todos os envolvidos e agradeço a oportunidade de estar aqui. Voltar à UGB como profissional é algo muito significativo para mim.”
JÚLIO DIAS – REPRESENTANTE DO UGB – DIRETOR DO INSTITUTO DE GESTÃO E HUMANIDADES
Quero parabenizar todos pelo projeto, que é incrível e reflete a competência do curso de Arquitetura e Urbanismo. É inspirador ver a maturidade e o cuidado com que vocês conduzem iniciativas que impactam a comunidade. Projetos como este, que valorizam a memória e a história da cidade, são fundamentais para construir um futuro mais consciente. Parcerias com a Prefeitura, associações como o CREA e editais de iniciação científica ajudam a viabilizar essas ações, garantindo recursos e visibilidade. O curso de Arquitetura e Urbanismo sempre apresenta projetos fantásticos, que beneficiam a sociedade e fortalecem a participação comunitária. Contem com o UGB para apoio e articulação, para que essas iniciativas tragam benefícios reais à população.
ALGUMAS IMAGENS:












O seminário foi bastante positivo e abriram-se oportunidades de interação e convergência de interesses institucionais, o que nos estimula a levar adiante as propostas, com coerência e responsabilidade, assumindo-nos como parceiros de uma sonho coletivo.
Foram entregues dois Cadernos Memória, impressos pela pesquisa. Um deles foi entregue ao Secretário de Cultura e o outro à Presidente do Conselho de Cultura de Volta Redonda, ambos comprometidos de levar adiante a ideia conosco, junto ao Prefeito Antônio Francisco Neto.
RELATOS SOBRE AS VISITAS AOS CENTROS DE MEMÓRIA REGIONAIS VOCÊ ENCONTRA POR AQUI:
https://drive.google.com/drive/folders/1Uj5xJlfdVD3c7k8t9PaIWryFF4sZgezn?usp=sharing
CRÉDITOS:
CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE
PRÓ REITORIA DE PÓS GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÂO – PROPPEX
PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTIFICA – PIC 2025
Professora Orientadora:
Andréa Auad Moreira
Co-Orientação:
Lincoln Botelho da Cunha
Curso de graduação a que se vincula
Arquitetura e Urbanismo
Linha de Apoio:
Desenvolvimento Humano e Educacional
Pesquisadores da Memória/2025
Ana Julia Gomide Corrêa
Ana Luíza de Lyra Maranhão Chaves
Ester de Oliveira Carvalho
Fabrício Campos dos Santos Junior
Gabriela Tavares Cesar Cunha
Guilherme Silva Hott
Igor Barreto de Almeida
Letícia Fernandes Martins
Luís Antônio Lima Neves
Marcos Eduardo Nascimento
Pedro Henrique Ferreira Alves
Arquitetos Colaboradores: Marianne de Oliveira Russoni e João Lucas Paschoal.
Volta Redonda, 30 de dezembro de 2025.

Da esquerda para direita, a equipe brilhante de 2025: Ester, Gabriela, Ana Luiza, João Lucas, Luis Antônio, Fabrício, Marianne, Guilherme, Letícia, Andréa, Marcos, Igor.




